Se eu pudesse definir o que penso hoje sobre esperança, seria um tanto assim:
“Já se disse que as grandes ideias vêm ao mundo mansamente, como pombas. Talvez, então, se ouvirmos com atenção, escutaremos, em meio ao estrépito de impérios, e nações, um discreto bater de asas, o suave acordar da vida e da esperança. Alguns dirão que tal esperança jaz numa nação; outros, num homem. Eu creio, ao contrário, que ela é despertada, e vivificada, alimentada por milhões de indivíduos solitários, cujos atos e trabalho, diariamente, negam as fronteiras e as implicações mais cruas da história. Como resultado, brilha por um breve momento a verdade, sempre ameaçada de cada e todo homem, sobre a base de seus próprios sofrimentos e alegrias (...)” (Pimentas, Rubem Alves)
Se eu dissesse tudo o que tenho pensado sobre a esperança, não chegaria nem perto da definição do que tenho sentido ultimamente.
O silêncio tem tomado conta de mim como uma onda, me fazendo mergulhar e tentando não ouvir os barulhos fora d'água.
Já se permitiu alguma vez essa experiência? Pode até ser debaixo do chuveiro, se você quiser. Mergulhe completamente debaixo da água, deixe que ela cubra seus ouvidos, você inteiro por completo.
E tente ouvir o nada por um instante.

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