Fixa seus olhos no espelho próximo a janela na busca de reconhecer-se.
É atraída pela sensação de liberdade que a janela convida.
Fixa-se na tentativa de encontrar-se, enxergar-se, reencontrar-se.
E não é para contemplar a si mesma, mas sim para se reconhecer. Não quer se perder de si mesma. Quer continuar na busca pelo "Quem sou eu?".
Não é porque hoje é um dia especial. E não é porque algo está diferente fora da janela ou mesmo onde está.
Deve-se a seu interesse por seguir seus próprios mistérios, e as vezes, a tola tentativa de entender o sentido de tudo.
Simplesmente se deixa envolver pelo velho sentimento que a faz ser inconstante, sem tantos porquês. E segue...
Talvez a linha do tempo esteja correndo mais depressa dessa vez, tornando tudo mais intenso, causando turbulência e reavivando antigas dúvidas de onde veio e para onde quer ir.
"Tudo é vivo e tudo fala, em redor de nós, embora com vida e voz que não são humanas, mas que podemos aprender a escutar, porque muitas vezes essa linguagem secreta ajuda a esclarecer o nosso próprio mistério (...)" - Cecília Meireles
Vai ficar assim por muito tempo, buscando uma visão que a mostre onde está e que vença a insistente resposta de que está ancorada em um lugar indefinido.
"... Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda..." - Cecília Meireles






Lindo, as palavras deixam a vida mais poética.
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