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7 de novembro de 2014

Despotismo Ilustrado

         La democracia debe guardarse de dos excesos: el espíritu de desigualdad, que la conduce a la aristocracia, y el espíritu de igualdad extrema, que la conduce al despotismo"- Montesquieu

 
Quando tudo que era cor transforma-se em sépia.
Quando a luta, movimento chega ao final da linha e não há contas a fazer. Fadados ao clichê de que o poder vence. Sempre com este fardo, que para ser carregado exige tantos cuidados minuciosos e responsabilidade, mas custa a sofrer. E há quem diga, "vai continuar vencendo até que o mundo acabe.." 
 
 
 
Decisão coletiva? Então vamos lá, tentar atingir o âmago da democracia, entendida como contraposta a todas as formas de governo autocrático, aquele exercido apenas por um sujeito ou por um pequeno grupo, com poderes absolutos e ilimitados. Regime autocrático, persiste em perpetuar, ser este lugar oculto e inacessível.
 
Quando você se vê sem ação, sozinha e derrotada pelo sistema que te rege. 
Mas quem sou eu para dizer, afinal. Quem tentou acertar mas errou tantas e tantas vezes... 
E não digo tudo isso pela corrida presidencial. Descrevo a realidade de quem luta pelas pequenas grandes mudanças, seja de onde você faz parte até ao Planalto Central.  Quem tanto bate no peito e diz o quanto o medo deve ser irrelevante diante do bem comum não imagina a vala que lhe espera.  E tem que calar, e tem que ouvir até a última palavra de quem está acima, afim de preservar o seu objetivo final, engasgando com cada palavra maldita que lhe entra pelos ouvidos.
 
Mas você acredita, e continua acreditando. Sem uma grande explicação e definições várias. Acredita porque é isso e ponto final, acredita inclusive que crer nisso não merece um mínimo de questionamento. Porque o certo é certo, e não há como ser meio certo, ou meio errado. Quando você luta e acredita piamente, fica feliz por cada pétala vista, pequena flor colhida e cada semente pequenina plantada. Quanta energia emanada de dentro, só Deus sabe de onde tudo isso vem.
 
  


 
Discurso de Atena
"Ouvi agora o que estabeleço, cidadãos de Atenas, que julgais a primeira causa de sangue. Doravante o povo do Egeu conservará este Conselho de Juízes, sempre renovado, nesta colina de Ares. Nem anarquia, nem despotismo, esta é a norma que a meus cidadãos aconselho observarem com respeito. Se respeitardes, como convém, esta augusta instituição, tereis Nela baluarte para o país, salvação para a cidade. Incorruptível, Venerável, inflexível, tal é o tribunal, que aqui instituo para vigiar. Sempre acordado, sobre a cidade que dorme".

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