Você já se perguntou alguma vez na vida o quão próximo já pode chegar de alguma pessoa?
Esse "chegar" que digo significa enxergar de fato o que há dentro do outro, acessar o outro totalmente.
Sem fragmentações ou pedaços escurinhos, misteriosos demais para serem desvendados. Sem talvez.
Você já se questionou ou mesmo já pode notar o quanto o amor se manifesta de maneiras inusitadas?
E o contrário?
Você já se perguntou se alguma pessoa pôde estar tão próxima de você? Você já sentiu isso, ou já se sentiu assim?
Quem te cerca ou quem te conhece de fato reconhece sem esforços suas expressões e até mesmo as entrelinhas de sua boca calada?
E mutuamente?
Você já se perguntou se a pessoa que você conhece (ou acredita conhecer) tem o mesmo acesso a você?
É, muitos poderiam dizer que sim sem ao menos entender o quão profundo é esse "conhecer", essa construção tão singular e única no mundo.
Muitos também podem acreditar que não, e para todas as respostas restar a solidão.
Outros diriam meio sim ou meio não. Conhece mas não é conhecido..
Outros sem entender o porquê, diriam que sim de peito aberto. Sem precisar ser reconhecido, sem precisar ser dito e manifesto diretamente ao outro. Diriam que o amor permanecerá inquieto para sempre, mesmo calado, mesmo não reconhecido.
E eu?
Diria que para mim é fatal.
Não consigo me ver viva sem encontrar este sentido.
Vital talvez seja uma palavra melhor, talvez muito melhor.
Amor é simples, complexo e bagunça a vida!
E com bagunça é o melhor jeito de levar a vida.
"Oh love let me see inside your heart
All the cracks and broken heart
The shadows in the light
There’s no need to hide Cause I’m on fire like a thousand sun"
All the cracks and broken heart
The shadows in the light
There’s no need to hide Cause I’m on fire like a thousand sun"
(Ross Copperman, Hunger)




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